Bobi II, o cão sorridente.

Ainda me lembro o dia em que o fui buscar…. Era janeiro e, no aniversário da minha mãe, decidi oferecer o que viria a ser o cão da nossa casa. Tínhamos mudado de casa em julho do ano anterior e o quintal era suficientemente grande para mais um habitante.

Tinha ouvido falar de uma quinta que acolhia animais abandonados e decidi ir visitar. Não queria comprar um cão. Se existem tantos animais a precisar de um lar porque não adotar?

Assim que o vi soube que era aquele o meu novo amigo. Um cachorrinho preto, com cara, peito e patinhas cor de café com leite. Tímido e quieto.

Aos poucos a sua timidez e quietude transformaram-se em confiança e altivez. Era o dono das escadas da entrada, nas quais se sentava como de um trono se tratasse, observando a rua e quem dela se aproximasse. Ladrava muito a quem não conhecia e nem todos os visitantes eram merecedores da sua confiança.

Connosco era como um gato, encostando-se, de cabeça baixa, às nossas pernas na esperança de receber festas e mimos.  Recebia-nos de olhos vivaços e bola de ténis na boca, sempre a aguardar brincadeira.

Sentávamo-nos nas escadas junto a ele e o meu irmão ria-se perdidamente, pois o Bobi parecia sempre feliz, a sorrir com os seus olhos de “khôl” negro.

As minhas duas filhas nasceram com a presença do Bobi. E sim, era um cão feliz e adorado por todos nós. Foram mais de 13 anos de companhia. As saudades são muitas. Ficarás no meu coração sempre.

 

2016-09-06-13-09-32

Olá e Adeus Viagem!

aeroplane_weheartitOlá Viagem! Já te ando a planear, imaginar, sonhar faz algum tempo. Não sabes tu que o que mais planeio eu é o controlo dos meus sentimentos, da minha ansiedade e antecipação. Não, não tenho medo de andar de avião, se é isso que estás a pensar! Receio as saudades, a ansiedade de partir por alguns dias e deixar aqui, neste cantinho, os meus tesouros.

Tinhas tudo para dar certo! Serias uma Viagem a Dois para um destino fantástico. Porque tinhas que te tornar difícil? Penso e torno a pensar…Porquê? E se choram de noite e se chamam por mim? Se ficam tristes por não ver os pais um dia e outro e outro? Sim, eu sei que os avós adoram ficar com os netos. Elas ficam bem. Mas que vale tentar-me convencer a ir se o meu coração me manda ficar? Por isso, por agora…Adeus Viagem!

Não ir talvez não faça de mim melhor mãe. Não procuro nenhum prémio. Respeito apenas a minha consciência de mãe. Acredito que há um tempo para tudo.

Hoje é o Dia Internacional da Família!

Hoje é o Dia Internacional da Família e, a esse propósito, estive a ler as notas gerais sobre a conferência das Nações Unidas sobre este dia tão importante. Os objectivos estão lá. Mas, infelizmente, difícil será vê-los respeitados em todo o Mundo.

Não obstante, torna-nos conscientes da crescente necessidade de proteger os direitos das crianças e os deveres que uma família tem para com essas crianças, os adultos de amanhã.

http://www.un.org/esa/socdev/family/docs/IDF2015/backgroundnote.pdf

stick-figure-family

Dia da Mãe

Sou mãe! Mãe de duas meninas lindas, mãe a tempo inteiro, de alma e coração, sempre. Haverá algo melhor? Não. Eu julgo que não. Só assim tenho o privilégio de passar uma tarde de sofá com duas princesas a rir, entre abraços e aconchegos.

O Dia da Mãe são todos os dias. Às mães, de sangue ou de coração, às mulheres em geral, relembro aqui um texto que li o ano passado. A todas Nós.

AS MÃES, AS MULHERES, OS BEM-ME-QUERES

Não somos super-heróis, somos Pais.

Dez dias de internamento na pediatria, três dos quais na unidade de intensivos. Não foi fácil… Aliás, nunca é fácil ver um filho no hospital e saber que não podemos ficar no seu lugar. Podemos, todavia ,dar-lhes todo o nosso amor, carinho, colo e aconchego. Foi isso que fizemos.

No hospital, durante a minha estada de dia e noite, fui observando a cada dia as mães e pais que chegavam primeiramente às urgências e depois à ala de pediatria.Todos tinham a mesma expressão. A preocupação inverte-nos o rosto, vincando-nos os traços da testa. Enquanto as mães acompanhavam as suas crias aos gabinetes médicos, os pais, em geral, ficavam no exterior a matar tempo fumado um cigarro ou deambulando. Custa ter que esperar, custa deixar mulher e filho no hospital se assim tiver de ser.

As mães ficam onde o filho tiver que ficar, fazem o que for preciso para o ver bem. Tal como os pais, que se ausentam por instantes, pois a vida não pára e há trabalho para fazer, mas regressam com a sua força e apoio incondicionais.

E assim ia correndo o tempo. Pessoas entravam e saiam, um corre-corre de médicos e enfermeiros.

Chorei, ri, agradeci a todos os que nós cuidaram.

Felizmente tudo acabou bem.

Dia-a-dia com princesas

Todas as manhãs são uma correria para ter as miúdas prontas a tempo e para eu própria estar vestida e arranjada e de pequeno-almoço tomado para depois levá-las às respectivas escolinhas!

Beijo uma e beijo outra, um “boa escolinha, amor” e um “até logo” formam o mote de despedida e sigo tranquila para o meu local de trabalho, o qual fica ainda a alguns bons quilómetros de distância. Vou para horas mais tarde voltar cheia de saudade das minhas princesas e morta por as ir buscar.

Já em casa nova correria se inicia: trabalhos de casa para uma, brinquedos para outra, banho para as duas, jantar para quatro. Após o “vamos para a mesa”, há o arrumar da cozinha e o preparar para deitar.

Deitar duas princesinhas é o meu momento especial a cada dia. A princesa mais velha pede-me que a aconchegue e, entre risadinhas, faz-me mil e uma perguntas recheadas de curiosidade e porquês: “Mãe, como é que o Mundo do começou?”. A mais nova não sabe ainda falar, mas os seus olhos e sorrisos tudo dizem. Aconchego-a também.

Boa noite meus anjos. Durmam bem. Amanhã outro dia virá.

princesa fada

Tudo o resto faz parte…

“Aproveita para dormir agora!..” – Tantas vezes ouvi esta frase proferida tão seriamente por conhecidos que mais parecia que mundo acabaria para quem não conseguisse dormir para além das 7h da manhã ou menos! Sim, é um lugar comum. Anunciamos que vamos ser pais e após o “parabéns” vem o tão famoso auguro.

Fui mãe pela segunda vez há 1 mês e meio. Divido os meus dias entre mudas de fralda, ajuda nos trabalhos de casa da mais velha, cozinhados e amamentação e não podia ser mais feliz. À noite (ou de dia) dorme-se o que se consegue. Cada hora mal dormida é amenizada pela doçura dos sorrisos das minhas filhas, pela energia da Mari quando chega da escola com mil e uma aventuras para contar, pelo o cheirinho da minha bebé, pelo som do respirar profundo quando dormem, pelo amor que me é dado. A cada dia existe algo de novo a aprender e a experienciar.

Pais e mães sabem que assim é: não existe no mundo maior tesouro que os seus filhotes.  Tudo o resto faz parte.